terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rock in Rio: 5º dia – a arma pop


Shakira, a última artista a se apresentar no Palco Mundo, dia 30/09

Dia 30 de Setembro. Mais um dia de mistura de estilos na Cidade do Rock, mas dessa vez, os representantes de cada um não deixariam a peteca cair... dentro do possível. E neste dia, inclusive, até no palco Sunset a mistura foi grande. Colocaram no mesmo palco Martinho da Vila, Cidade Negra, Pepeu Gomes e Emicida. Foi um dia que eu não me importei tanto de estar tão longe do Sunset, muito embora eu sempre tenha curiosidade de assistir à Cidade Negra. 

Bom, vamos ao palco Mundo: o responsável por abrir a noite de shows foi Marcelo D2. Eu até então só conhecia o show dele enquanto Planet Hemp; carreira solo, só via TV e Youtube mesmo. Eu tinha a impressão que ele agitava bastante, mas não tinha a exata noção do quanto. Ele parece espalhar “suco gummy” (lembra disso?) para as pessoas, porque o show é realmente empolgante! Um bom começo de circuito! Jota Quest veio a seguir e, acredito eu, manteve o ritmo. Eu confesso que já não curto tanto a levada deles como antigamente, mas não são ruins, não. Fazem o que se propõe e é isso.

Marcelo D2 (Foto: Portal Mariana)
Mais uma vez, a exemplo da sexta anterior (dia 23) o axé deu as caras. Só que dessa vez, não vestiu a roupa de “peixe fora d’água” como Claudia Leite fez. Ivete Sangalo, talvez sabendo que, tecnicamente, não deveria estar ali, preparou um grande show, fez o que sabe fazer de melhor: se comunicar com o público, abusou dos hits e, em nome de conquistar o seu espaço na Cidade do Rock, dominou o público e criou a “pausa para o Carnaval” no meio do Rock in Rio... sem dar espaço para ninguém colocar defeito. Não sou fã de axé, não concordo com artistas de axé num evento que deveria ser dedicado a Rock, mas sendo justo, foi um belo show. E convenhamos que ela é pop há muito tempo. Não em estilo, mas em carisma com o povo. 

Lenny Kravitz veio a seguir. Eu acho a banda dele ótima, o som é tecnicamente perfeito. A voz dele é admirável... mas falta algo. Fui a um show dele há algum tempo e me decepcionei pela falta de calor; julguei que talvez ele estivesse em um dia (ou fase) ruim. Depois desse show, vi que o estilo dele é esse mesmo. O show é meio “gelado”, embora o som seja ótimo. E como todo cantor tem espaço para ter fãs, era possível ouvir um coro cantando todas as suas músicas, embora tenha dado uma esfriada no “pique” da galera. Tal qual falei do Jota Quest, falo do Lenny (guardadas as devidas proporções): nem bom, nem ruim; simplesmente, Lenny.

Lenny Kravitz (Foto: Cartola Mágica)
Shakira teve o papel de ser a estrela da noite. Foi mais uma, tal qual Marcelo D2, que eu sabia que o show era de boa qualidade, mas não tinha noção do quanto. Ela estava sendo aguardada demais para decepcionar... e não o fez. Shakira tem a justa medida de ser performática e usar de improvisos e naturalidade ao mesmo tempo. Se esse aspecto faltou em Katy Perry, por exemplo, em Shakira, transbordou. Houve espaço para tudo: alegria, molecagem, sensualidade, drama... arte. Houve participação especial de Ivete, em momento de clímax do show, e tudo pareceu correr perfeitamente. Foi um bom encerramento, e se a noite não foi perfeita, encerrou no momento de “alta”. 

Esse dia tinha tudo para ser mais ou menos, tamanha a mistura de estilos feita, mas os artistas para este dia foram muito bem escolhidos. Excelentes ou lineares, todos foram muito seguros em seu papel artístico. O suficiente para manter a situação sob controle e afastar um fiasco. Momento(s) legal(is) do dia: o início (D2) e o fim (Shakira). Aspecto bom: não ter tido um show ruim em si. Amanhã, então, comentários do penúltimo dia do evento

Até lá!



domingo, 9 de outubro de 2011

Rock in Rio: 4º dia – o recomeço


Stevie Wonder (Foto: blog Moda para Homens)

29 de Setembro. Após uma pausa durante a semana, o Rock in Rio retornou na quinta-feira. Na verdade, deveria ter sido só na sexta-feira, mas fizeram mais um dia; tanto que os ingressos dessa quinta foram anunciados como “ingresso para o dia extra”. Bem, de qualquer forma, a retomada do evento ficou realmente com cara de “começar de novo”. Se colocar na balança, o dia foi bom, mas nem tudo foram flores. Vamos lá. 

No palco Sunset, o que valeu a pena mesmo foi Joss Stone, que eu não sei porque diabos não teve sua apresentação no palco Mundo, mas tudo bem. Ela encerrou o evento lá para que, então, o palco Mundo começasse com um grande tributo à Renato Russo, com a Legião Urbana (Dado e Bonfá), a Orquestra Sinfônica e diversos convidados. Tinha tudo para ser um showzinho mais do mesmo, supermorno, mas é incrível a força que Renato tem até hoje com as pessoas. Foi uma tremenda energia que rolou naquele público e não houve uma pessoa que não cantasse os sucessos da Legião naquele momento. Dentre os convidados que cantaram, destaque para Dinho, do Capital Inicial, que mandou muito bem, e Toni Platão, que a meu ver, foi o melhor de todos. Deram um show de interpretação! Herbert Vianna também esteve por lá, mas numa interpretação bem mais tímida e comedida do que os outros. Rogerio, Jota Quest, ficou mais tempo do que merecia com o microfone, mas não fez feio. Agora, a Pitty... putz... foi muito aquém do que os outros. Eu gosto dela, mas seu poder de voz não é um destaque e ela pegou justamente uma das músicas mais difíceis de cantar da Legião Urbana, que é Indios. Ficou realmente feio. Mas tudo bem, Dinho entrou depois dela e recuperou o gás da galera.

Legião e convidados (Foto: Circuito Matro Grosso)
Janelle Monáe veio em seguida. Ela ficou famosa por abrir o show da finada Amy Winehouse, mas não é exatamente uma grande artista internacional... ainda. Ela tem potencial, canta bem e fez um show legal, embora sua atitude de palco ainda seja estranha... meio, sei lá, imatura talvez. Se ela é a aposta para virar a próxima “pop” da parada, eu digo que poder para ser, ela tem. Kesha foi o próximo show e acho que posso falar, sem medo de errar, que foi uma das piores apresentações do Rock in Rio 2011. Foi tétrico. Suas músicas são ruins, sua atitude de palco é menos do que adolescente, é totalmente artificial. A postura de Kesha parecia querer forçar uma rebeldia que não é dela, um estilo que não é dela... o que foi aquela cena dela quebrando a guitarra?? Meu Deus... não dá! Pulo.

Janelle Monáe (Foto: Felipe Hidvegi / Estácio)
Jamiroquai veio depois. Este eu achei que seria um grande show, mas foi uma desilusão semelhante a de Rihanna. Eu esperava um show super alto astral, agitado, uma discoteca ao ar livre... mas a verdade é que a banda não conseguiu entrar na alma do público que ali estava e o show foi bem menos empolgante do que deveria. A apresentação visual da banda estava um exagero só, até para os padrões de Jason Kay. Realmente não entendi o que aconteceu. Graças aos céus, Stevie Wonder era a atração de encerramento e veio para salvar a noite. E o fez com maestria! Se os dois shows anteriores tinham deixado má impressão do 4º dia de Rock in Rio, Stevie conseguiu apagar isso da mente das pessoas no primeiro momento em que abriu a boca. Ele dominou o público do início ao fim do show em uma simpatia quase imbatível! O setlist dele foi um dos melhores do evento, mais bem montado, mais bem planejado... fantástico. Foi o rei absoluto da noite! Sem defeitos. E, claro, é com ele que encerro esse post, não exatamente com a música mais empolgante, mas foi um momento bem marcante do show. Nem preciso dizer que este show foi o momento legal do dia, né?

Salve, Stevie Wonder!



Rock in Rio: 3º dia – o estouro


James Hetfield, Metallica (Foto: blog Garota Enxaqueca)

25 de Setembro. A brincadeira tinha acabado. Era hora do Rock tomar conta da Cidade do Rock e honrar o seu nome. Este foi o chamado dia do metal. O dia em que ambos os palcos, Mundo e Sunset, foram dominados por heavy metal e a linha punk rock. Falando honestamente, é sabido pela maioria, que eu não sou fã desse gênero; esperava um dia pesado, com um clima de underground forçado, mas admito que me surpreendi em todos os aspectos. O público, sim, estava estereotipado de punk e afins, mas não havia o menor clima de “modinha rock” lá. Ao contrário, eram fãs de fato que estavam entrando na Cidade do Rock naquele dia. Eram tribos do rock dominando a cidade. Visto do alto, como foi transmitido via TV, era um mar preto de gente tomando conta do lugar (nem em enterro se vê tanta gente vestindo preto ao mesmo tempo). E tudo isso anunciava: aquele lugar iria incendiar!

Somente que a banda escolhida para abrir o show, no Palco Mundo, não foi uma boa opção. Gloria não tinha o espírito heavy metal e mais parecia um NX Zero, um Hori, tentando fazer metal. Pelo visto, não foi só opinião minha, de crítico chato, não. Eles realmente foram vaiados no palco. O outro palco, o Sunset, tinha acabado de encerrar com uma sequência excelente de encerramento: Angra e, em seguida, Sepultura, que foi um dos shows mais acessados pela internet, diga-se de passagem. Transmissão ao vivo rolando na internet e um mundo de gente assistindo. Para quem gosta, foi realmente, um ótimo show! E aí, com todo o gás possível, o público vai ao palco Mundo para continuar o clima e encontra... Gloria, em uma performance que deixou muito a desejar.

Claudio Sanchez, Coheed and Cambria (Foto: SL Revista Eletrônica)
Se isso foi ruim, serviu para que o Coheed and Cambria subisse ao palco com força total e ganhasse um destaque, talvez, maior do que seria de fato. E daí para frente nada mais estragou aquela noite. A faísca que o Coheed acendeu foi muito bem seguida pelo Motorhead, que eu achava que seria um dos melhores shows da noite. Não por falta de talento, porque foi ótimo, mas o que veria a seguir entraria para a história do Rock in Rio... pelo menos dessa edição. Slipknot estava pronto para virar a Cidade do Rock de cabeça para baixo. Eu não sei até onde eles estavam sendo aguardados, mas para mim, que nunca simpatizei muito com o estilo deles, foi a grande surpresa da noite. Eles conseguiram dominar o público completamente e, mesmo falando unicamente em inglês (tem bandas que tentam falar alguma coisa em português para ganhar simpatia) todo mundo estava em sintonia com a banda e fez exatamente o que ela queria. Houve uma cena em que o vocalista mandou todos se abaixarem para depois, então, pularem... aquilo foi incrível! Em forma de texto aqui, não parece, mas tentem assistir isso na TV ou internet e saberão do que falo. Outra cena: um deles (eu não sei exatamente quem) se jogou na platéia durante a música Duality! Isso ganhou o público totalmente que, quando acharam que tinha acabado, a tão comentada cena do baterista que girou 90º no ar, tocando bateria, terminou de deixar as pessoas extasiadas!

Slipknot (Foto: blog Garota Enxaqueca)
Com essa despedida, entrava em cena a grande atração da noite: Metallica. Eles demoraram um pouco a se sintonizar com o público porque James Hetfield, o vocalista e guitarrista, foi se comunicando bem aos poucos com as pessoas. Lá para um quarto do show, eu diria, ele já tinha, enfim, criado um link com as pessoas. Mas até lá, claro, o show já estava fenomenal porque suas músicas estavam na cabeça dos fãs. Era uma banda clássica que estava tocando ali. Era uma onda nostálgica de metal acontecendo. Como sempre, abusando de pirotecnia (piro mesmo, aquelas rajadas de fogo que o Metallica normalmente usa), o setlist do Metallica não dava margens a reclamação. Aliás, tenho só uma: eles deixaram Unforgiven de fora, uma das minhas favoritas. Por outro lado, quase no final, tocaram a clássica Enter Sadman, que abriu portas para o bizz deles.

Foi um grande show, mas não há como dar o reinado do dia para o Metallica, porque o Slipknot foi a grande surpresa da noite! Se não fosse o Metallica, fosse outra banda um pouco menor, teria sido facilmente ofuscada pelos mascarados do metal. Pedindo licença ao Metallica, é com Surfacing (a música onde ocorre a cena da bateria) de Slipknot que encerro este post.

Já, já tem mais! Até!




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Rock in Rio: 2º dia – amornando


Red Hot Chili Peppers no Rock in Rio. (Foto: Portal Mariana)

Dia 24 de Setembro. Segundo dia de Rock in Rio. Este dia serei mais breve nos comentários, pois foi o único dia em que não estava presente pessoalmente lá na Cidade do Rock e absolutamente todos os shows que vi, foram por meio de televisão. Hoje, então, falarei como telespectador.

O show de abertura foi NX Zero. Isso já deveria bastar para que eu pulasse ao próximo show, mas tudo bem. Como era de se esperar, talvez uma meia dúzia de “teen fans” tenha curtido, mas a verdade é que foi bem meia boca, mais parecendo uma apresentação de programas de tarde de domingo do que um show do porte do Rock in Rio. Não, não gostei. Se alguém tem algo de bom a falar desse show, esteja à vontade, mas eu não.

A seguir veio Stone Sour, uma banda que eu tinha curiosidade de ouvir e que alguns disseram que seria a sensação do dia do Rock in Rio (talvez por ser banda original de 2 integrantes do Slipknot). O show não foi exatamente ruim, mas foi um tanto quanto... morno. Estava sempre dando aquela angústia típica da sensação “podia ser mais”. De qualquer forma, lembrando da banda de abertura, a escala evolutiva estava se mantendo, ainda que a vagarosos passos. Dando vez, então, ao rock nacional, subiu ao palco o Capital Inicial. Ouvi pessoas falarem muito que tinha sido um grande show e, alguns até disseram, tinha sido o melhor show do dia. Achei legal elogiarem tanto o Capital Inicial e acho, sim, que o show foi bom, mas eu tinha vontade de me surpreender com um show deles. Isso não aconteceu. Repito: foi muito bom, mas a real é que eles sabem fazer um show bom (considerando, além do talento, o carisma que Dinho tem com o público), mas há algum tempo os shows deles parecem muito uns com os outros. Ainda assim, valeu à pena assistir. Queria ter estado lá.
Dinho, vocalista do Capital Inicial. (Foto: Marcus Vini / Estácio)

Snow Patrol veio a seguir. Até então, não os conhecia. Achei o som legal, mas não tive muitas referências para saber se estavam com um bom desempenho ou não. Não vi o povo tão agitado assim e, até ouvir falar dos entendidos, que prometiam mais do que fizeram. Vou me abster. Apenas achei, mais uma vez, meio morno. Com este cenário, Red Hot Chili Peppers estava livre para ser a atração da noite e levar o público a loucura. Pela história deles, difícil dar outro resultado, mas eu confesso que ainda não vi um show deles que me arrepiasse. Talvez eu simplesmente não seja fã, não sei. Admiro o Red Hot por sua simplicidade de formação (sem grande número de músicos ou efeitos) e acho o som bom por isso... mas seria melhor se tivessem um guitarrista à altura do baixista, por exemplo. Todavia, Red Hot foi, sem dúvida, o show da noite!
 
Palco Sunset, não pude assistir. Só peguei um pedaço do Nação Zumbi, que eu não gosto, então, para não ser injusto, não vou comentar. Momento legal do dia: fora o show do Red Hot, ter uma banda nacional se destacando tanto quanto as internacionais que, convenhamos (e sem hipocrisia) são o motivo para a maioria do público ir ao Rock in Rio. Encerro com uma música do Red Hot. Continuo amanhã, falando do terceiro dia do evento.
 
Valeu!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rock in Rio: 1º dia – o começo


Elton John no Rock in Rio 2011 (Foto: Marcus Vini / Estácio)

Voltando hoje às atividades do Out of the Box e, aproveitando o ensejo, falando de um dos maiores festivais de música, o Rock in Rio, que em sua 11ª edição, voltou a acontecer... no Rio! Na verdade, tive uma oportunidade que foi boa por um lado e ruim por outro. Fui escalado para trabalhar lá (no meu emprego formal). Lado bom: estava lá e, o que pudesse aproveitar, seria pessoalmente, o que é uma impressão diferente do que assistir um show via TV, por exemplo. Lado ruim: não pude acompanhar todos os shows, em todos os palcos, como poderia se fosse acompanhar tudo pela TV (não que eu fosse ter tempo para tal, mas, tudo bem).

De qualquer forma, creio que o saldo foi positivo. A idéia inicial era fazer um post só contendo um resumão do que achei do evento, mas como eu queria fazer um panorama de algumas bandas específicas, achei que o texto seria grande demais e decidi, então, dividi-lo por cada dia do evento. Mais que isso, no oitavo dia, farei um ranking dos melhores shows, em minha opinião, claro. Sei que em muitos momentos vou ir de encontro à crítica geral e ao senso comum, mas acho que isso faz parte também. Então, que a luz e o veneno corram soltos:


Milton Nascimento em "Love of my life" (Foto: Ana Lucia Araújo/ Estácio)

Dia 23, o começo do Rock in Rio. Não pude acompanhar o palco Sunset (em quase nenhum dia, na verdade) porque ele ficava localizado relativamente longe do meu posto de trabalho; uma pena, pois era uma das minhas maiores curiosidades. Apenas passei perto dele quando Ed Motta ainda se preparava para passar o som. Mas show mesmo, não vi. No palco Mundo (o principal), havia previsto um desastre com a banda de abertura (aquela mistura de Orquestra com Titãs, Paralamas, Milton Nascimento...). Pensava que um evento desse porte deveria começar logo arrebentando. Todavia, me surpreendi, até mesmo com a homenagem prestada a Freddie Mercury, onde Milton Nascimento cantou Love of my life. Ficou estranhamente legal.

Depois disso, não vou nem comentar. Claudia Leite subiu ao palco apenas para lembrar que o Brasil é uma mistura musical... e que não sabe fazer um festival de rock. Bem, não ouvi até agora alguém dizer que gostou e nisso, vou concordar. Pulo. Katy Perry subiu ao palco, então, e apesar do reboliço que causou (você deve ter ouvido falar do garoto que ela botou no palco e tal), o show foi muito, mas muito aquém de um grande show. Sei que o estilo dela é performático, mas ainda assim, ela não executa isso com naturalidade e mais parece um clipe ao vivo. Definitivamente, não gostei. 


Rihanna (Foto: Rogerio Resende / R2)
Elton John foi muito criticado. Ouvi dizer que o show foi menos do que se esperava. Bom, para quem tinha acabado de presenciar um show fraco como o da Katy, achei o Elton bom, muito embora eu tenha visto a maior parte do show dele pelo circuito interno de sinal televisivo (nessa hora eu não podia me ausentar do posto de trabalho). O lado bom para mim foi ele ter pesado um pouco o seu repertório em alguns momentos, o que deu a sensação de que finalmente estávamos entrando no clima “Rock in Rio” de ser!

Quem encerrou a noite foi Rihanna. Bem, eu não gosto muito dela, mas admito que é boa em fazer hits. O mal foi um só: não sei se fui só eu, mas esperava um show com repertório mais “up” do que o que rolou. Parecia que ela estava mais interessada que olhassem para sua pessoa do que curtissem o show de fato. Enfim, eu diria que foi um dia de abertura bem mediano. Na verdade, acho que foi um dos piores dias do evento. Menos mal, pois veio muita coisa boa depois desse dia.

Momento mais legal do dia: ter Elton John entre as estrelas do dia. Sem dúvida, ele foi o rei da noite. Aspecto bom: para quem não é tão chegado a confusão (como eu), estava relativamente vazio e era possível andar com certa tranqüilidade pela área da Cidade do Rock. Vou encerrar, então, com uma música do Elton John. Amanhã, um panorama crítico do que foi o segundo dia do Rock in Rio!

Até lá!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O intervalo necessário



Hoje fiz uma brincadeira no Facebook com a frase: “O momento de ficar atrás das cortinas, na sombra, é importante. Lembre-se q tudo q é apresentado no espetáculo foi produzido lá.”. Pois é, depois de quase um ano do Out of the Box, chegou o momento de fazer um intervalo, que eu diria, um intervalo necessário. Nem de longe isso é uma despedida do blog! Há muitas histórias a contar. Há muito o que se pensar, o que se discutir, o que se refletir! Isso é tão somente uma pausa, tal qual, por exemplo, acontece na música. Aquela pausa que precisa acontecer no meio de uma canção, para que tudo aquilo que venha a seguir, faça sentido e ganhe mais força.

Esse intervalo teve origem pela rotina da minha vida que, algumas vezes já comentei estar dificultando o bom andamento das coisas, mas que dessa vez decidi parar de abraçar o mundo e, como sei que a situação que me consome tempo hoje é passageira, é melhor cuidar disso de uma vez para poder estar com a mente livre, com a alma livre e retomar a dedicação que o blog merece. Isso não é um capítulo triste, muito pelo contrário, estou num momento onde muitas coisas estão acontecendo, mas por estar sendo tudo ao mesmo tempo, é hora de trabalhar nas sombras por um tempo, para que, quando as cortinas se abrirem, o espetáculo seja bom! Tem muita coisa boa ainda por vir! Obrigado a todos que acompanham o blog! Quem o segue, mantenham assim e saberão em primeira mão quando as atividades continuarem. Aos leitores eventuais, sabem que as novidades do blog sempre são divulgadas nos meus perfis das redes sociais e assim continuará sendo quando voltar à ativa!

Muito obrigado e até a volta (que prometo ser o mais breve possível)!

twitter: @leolanzarin


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As facetas da arte: o espaço de cada um


Bruce Willis (Foto: honoluluadvertiser.com)
 É comum vermos na televisão, seja em filmes, séries ou novelas, músicos que atacam de atores. Às vezes dá certo, outras vezes é um fiasco completo. Pois bem, o inverso também acontece. Atores muitas vezes planam sobre o mundo da música. Pesquisando atores que têm bandas, achei algumas surpresas.

Bruce Willis foi uma delas. Não sabia que tinha uma banda e, menos ainda, que a banda é boa! The Accelerators é uma banda de rock and blues dele. Foi formada antes dele estourar em Duro de Matar; mais ou menos na época de Moonlighting (A Gata e o Rato, aqui no Brasil). De vez em quando ainda voltam à ativa para shows. Outra surpresa, que jamais imaginaria, é a banda de Russel Crowe (fale a verdade, já imaginou Russel como um guitarrista?): 30 Odd Foot of Grunts. Essa tem um estilo mais moderno de rock, com uma pegada que oscila entre balada e pop-rock. A qualidade da banda é boa, embora os vocais não sejam tão louváveis assim. 

Kevin Bacon com The Bacon Brothers
Outro que se aventura no mundo da música é Kevin Bacon. Este na verdade foi músico antes de ser ator e, depois de abandonar a música para atuar, voltou atrás lá para meados de 90 e continuou a tocar a banda em paralelo com a atuação. O nome é ridículo, The Bacon Brothers, mas a banda é boa. Kevin é vocalista e em seus shows faz muito cover de outras bandas e trilhas sonoras. Puxando para o lado mais grunge, está a banda Dogstar. Nunca ouviu falar? Pois saiba que era a banda de Keanu Reeves, do qual este era baixista. Ele saiu em 2002 por choque de agenda com o cinema, mas a banda ainda existe. Dizem que houve época em que Keanu preteriu o cinema em nome da carreira musical, tendo inclusive recusado o papel de Velocidade Máxima 2 por isso. Bom, acho que seguiu melhor o que fez. 

Juliette and The Licks
Jared Leto já é conhecido por sua banda 30 Seconds to Mars. Talvez algumas pessoas o conheçam mais pela banda do que pela carreira de ator. Eu, particularmente, prefiro ele nas telas do que no palco, embora a qualidade técnica da sua banda seja excelente, até comparada com as bandas de hoje (que meio que parecem todas iguais). Se ele não tivesse focado em fazer “teen rock”, talvez eu curtisse mais o seu som. Posso falar um pouco diferente de Juliette Lewis; embora seu som também seja “teen”, me soa um pouco mais sólido e, putz, essa eu digo que é melhor nos palcos do que nas telas. Sua expressividade musical supera a cênica. Vale a pena ouvir, quem não conhece. Sua banda chama-se Juliette and the Licks.

E agora, o momento de tirar o chapéu: Steven Seagal. Eu sempre odiei os filmes dele! Eu juro que eu queria que a banda dele fosse tão ruim quanto... mas não é. O cara é um bluesman de mão cheia, para minha surpresa! Sua banda, ainda por cima, não é limitada, pois mistura blues, rock e world music numa harmonia de se admirar; tem realmente uma identidade própria. Depois de me render, fiquei feliz em conhecer o lado musical de Steve e poder, finalmente, vê-lo como um artista. E, claro, entra para lista das pessoas que focaram a carreira na arte errada. Sua banda chama-se Steven Seagal & The Thunderbox.

Steven Seagal tocando com The Thunderbox

Não sou do tipo que acha que artista pode fazer qualquer coisa. Acho que cada um tem um lado por onde se expressa melhor. Neste caso, uns são melhores no palco do que na tela, e vice-versa, mas que é interessante conhecer, isso é. Não cheguei a comentar dos atores nacionais, mas é uma curiosidade que me despertou. Talvez futuramente.

Obrigado a todos que gostaram e vou encerrar, então, com três vídeos de algumas das bandas que citei. Valeu!